
Fabio Pires - Diretor Geral da Internet Innovation |
1. Conte-nos um pouco sobre a Internet Innovation. Quais são as expertises da agência?
A Internet Innovation é uma agência especializada em consultoria para criação de e-commerce, marketing digital e cursos profissionalizantes de internet, tais como Comércio Eletrônico, Marketing Digital, Adwords e Analytics.
2. Como vocês auxiliam o pequeno e médio empresário a montar a sua loja virtual e, conseqüentemente, investir no comércio eletrônico?
Auxiliamos os empresários em todas as fases de criação e manutenção da loja virtual, como: |
- Escolha da plataforma de comércio eletrônico - treinamento no uso da plataforma
- Criação da identidade visual da loja (layout e logomarca)
- Montagem do conteúdo (tratamento de fotos, categorização de produtos, etc.)
- Criação de banners interativos
- Contratação dos meios de pagamento - escolha de fornecedores logísticos
- Planejamento de mídia on-line
- Análise de resultados de campanhas
3. Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas pequenas empresas para montar uma loja virtual? |
A falta de conhecimento do mercado para escolher a plataforma de e-commerce é o erro mais comum. Muitos lojistas erram na escolha do sistema e alguns meses depois já precisam mudar de fornecedor. Além disso, no início da operação, é fundamental que o lojista seja bem orientado sobre investimentos em mídia.
4. Você ainda vê muitas empresas que não sabem usar sua verba de mídia na internet?
Muitos lojistas pensam que fazer mídia on-line se resume a anunciar no Google e acabam perdendo excelentes oportunidades. Na internet, há excelentes canais alternativos e altamente segmentados que os empresários desconhecem. Mesmo os investimentos mais óbvios como os buscadores, comparadores de preços, shoppings virtuais, redes sociais e e-mail marketing, devem ser freqüentemente ajustados para que se possa extrair o máximo em retorno sobre o investimento. Para se ter uma idéia, muitos lojistas sequer colocam “tags” nas peças e links publicitários para medir os resultados! Por isso, o acompanhamento inicial de um especialista para configurar as campanhas e posteriormente ajustá-las é fundamental.
5. Como as empresas têm usado a internet 2.0 para aumentar as vendas online?
De várias formas conseguimos resultados a curto, médio e longo prazo. Com vídeos, é possível demonstrar produtos online e o consumidor não perde o impulso da compra. O Twitter pode ser utilizado para manter os clientes informados sobre promoções especiais da loja e manter o nome da empresa na mente do consumidor. Dependendo do segmento da empresa, vale a pena ter uma comunidade da empresa e quanto mais segmentado melhor. A opinião espontânea dos clientes deixadas nas lojas também ajuda a passar credibilidade aos internautas. No e-commerce, a confiança do consumidor faz toda a diferença.
6. Quais são as dicas e recomendações que você faria para quem quer entrar no comércio eletrônico?
Navegar muito por lojas virtuais nacionais e internacionais, que tem afinidade com a categoria que se pretende vender. Antes de tudo é preciso conhecer o que nossos futuros concorrentes fazem. Isso inclui até fazer compras nessas lojas para conhecer melhor todas as etapas do ponto de vista do consumidor. Além disso, é fundamental ler livros e fazer cursos na área para conhecer os atalhos, além de saber quem são os bons e os maus prestadores de serviços nesse ramo.
7. Como você utiliza os produtos da e-bit?
Ter o selo e-bit na homepage da loja aumenta muito a conversão, pois é sinônimo de confiança. Além disso, permite ao lojista ter um excelente feedback dos clientes. Muitas vezes recomendamos a compra de relatórios mais específicos e o mailing da e-bit, que é de excelente qualidade.
8. Ultimamente, percebemos que os pequenos e médios lojistas estão ocupando cada vez mais espaço no e-commerce, tendo ganhado 1,6% de marketshare em comparação ao ano passado. O que você acha desse movimento de distribuição mais equilibrado de marketshare entre o long tail?
É natural e aumentará mais, pois os clientes exigentes não procuram somente preço e sim informação qualificada (web 2.0). As pequenas lojas podem propiciar uma experiência de compra mais personalizada. Há produtos que requerem conhecimentos técnicos que os clientes precisam de um atendimento mais humano para esclarecer dúvidas. E esse atendimento é impossível de ser feito por uma loja de departamento. Outra questão é o fato de podermos cada vez mais confiar e comprar em lojas desconhecidas, sabendo que outras pessoas já compraram lá e tiveram uma boa experiência. |