Os consumidores brasileiros estão tão habituados a utilizar o cartão de crédito nas transações feitas na internet que essa modalidade já responde pela maioria das operações financeiras realizadas. Mas o que costuma ser uma comodidade para os consumidores, nem sempre traz benefícios aos sites de e-commerce. Operações com cartões de crédito representam uma das maiores ameaças às lojas virtuais. O nome dessa ameaça é Chargeback.

Depositphotos.com/pashapixel Em muitos casos o Chargeback é causado por fraudes como clonagem de cartões ou roubo de informações pessoais.

O mecanismo de Chargeback foi instituído como um dispositivo de proteção ao consumidor nas transações com o cartão de crédito. O consumidor pode contestar a operação e obter o estorno do valor pago caso não haja o recebimento da compra ou exista algum erro de processamento bancário. Os lançamentos feitos ao lojista são consequentemente cancelados. Ocorre que, na maioria das situações, o Chargeback é causado por fraudes como clonagem de cartões, roubo de informações pessoais ou ainda quando o consumidor age de má fé.

Como a tarefa de comprovar a identidade do consumidor e detectar fraudes nas transações efetuadas com cartão de crédito fica sob a responsabilidade dos sites de e-commerce, são eles próprios que têm de arcar com os prejuízos. Os contratos firmados diretamente com as empresas administradoras de cartões estipulam que o lojista assuma o ônus nesse tipo de operação.

Diferente do que acontece nas operações realizadas em lojas físicas, nas quais as vendas são autorizadas pelo cliente, ou por meio da senha do cartão ou por assinatura. O lojista tem como garantia o comprovante emitido ao final da operação e em última circunstância ainda pode pedir que o cliente apresente o documento de identidade.

Um exemplo de fraude praticada pelos consumidores acontece quando um consumidor pede que a entrega do produto seja realizada em um endereço diferente do qual está cadastrado no cartão. Após ser informado a respeito da compra por meio da fatura do cartão de crédito o consumidor solicita o cancelamento da operação alegando fraude no cartão. O site não tem como identificar se o cartão foi utilizado de maneira indevida ou sequer ter certeza de que o titular realmente pediu que a entrega fosse realizada naquele local e acaba ficando sem o dinheiro da venda por causa do estorno realizado pela operadora.

Como evitar o Chargeback

Se o lojista virtual optar por firmar contrato diretamente com as administradoras de cartões, ele pode reduzir o Chargeback com a contratação de empresas especializadas na análise de risco em vendas com cartões. As próprias operadoras de cartão crédito têm desenvolvido soluções para diminuir o Chargeback. Ferramentas como a Clear Sale e a FControl são outras opções.

Outra maneira de evitar o Chargeback é contar com os serviços de gestão de pagamentos para e-commerce, as chamadas gateways de pagamento. Ferramentas como Moip, PagSeguro, bcash (antigo Pagamento Digital), MercadoPago, são algumas das soluções disponíveis.

Antes de contratar qualquer uma dessas soluções, é importante ler atentamente as condições descritas nas políticas de Chargeback de cada uma delas.

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