Oportunidades de negócios não faltam no meio digital e já publicamos o “Como começar uma start up” e “10 ideias de negócios na internet”, você conferiu?

Depositphotos.com/pressmaster A web oferece muitas oportunidades para empreendedores com boas ideiais e interesse no mundo digital.

Agora vamos dar algumas dicas de como se tornar um empreendedor digital e mostrar que isso é perfeitamente possível até por jovens e estudantes.

Conversamos com o Vitor Araújo, estudante de 23 anos de Ciências da Computação na USP, que desde criança desenvolveu paixão por ter um negócio próprio, quando, junto com amigos, montou uma equipe para lavar bicicletas e vendendo vagas de garagem. Ainda no terceiro colegial, fez uma compra mal sucedida em um e-commerce e, ao ligar para reclamar, ofereceu seus serviços de web e foi contratado. Confira a história e as dicas dele:

Conte-nos como foi para você se tornar um empreendedor digital e seus primeiros passos nos seus primeiros projetos. O que foi preciso ser feito para tornar ele possível?

Eu comecei minha primeira aventura empreendedora em 2006 junto com dois amigos do IRC [o primeiro programa famoso de bate-papo usado na internet]. Montamos o Pic2Box, um sistema de hospedagem de imagens gratuito, estilo Image Shack, mas com buscas avançadas e álbuns, inexistentes na época. Ele andava bem e nos retornava um dinheiro razoável com o Google Ads, mas após algumas divulgações em eventos estudantis, o servidor usado bloqueou o serviço e acabamos desistindo.

Após isso, a faculdade e as festas me tomavam muito o tempo, além de não conhecer mais pessoas próximas que tinham perfil empreendedor, e assim fui me desmotivando um pouco, mudei de Engenharia para Ciências da Computação. Um dia, um amigo que cursava marketing me pediu ajuda na parte de web em seu TCC e acabamos formando um time junto com um antigo amigo dele na área de finanças.

Thiago Amaral, cineasta, que tinha a mesma vontade de empreender e via um problema no mercado de cinema: para os cineastas enviarem seus filmes para festivais, eles dependiam do Correio. Ou seja, toda vez que iam enviar um filme, tinham que gravar um DVD, imprimir fichas de inscrição, colocar num envelope, ir até uma agência e mandar. E fazia isso 20, 30 vezes por semestre. Então decidimos solucionar isso com uma plataforma on-line para envios dos filmes.

Inscrevemos nosso projeto, o Envia Lá, em um programa pioneiro e único: o Start-up Chile, que investiram 40 mil dólares equity-free em 100 startups e as levaram para Santiago. Fomos aprovados e ficamos 6 meses desenvolvendo o projeto no Chile!

O que você conseguiu melhorar? Pensa em novos projetos?

Aprendemos bastante coisa com outros empreendedores mais experientes, tanto em Santiago quanto aqui no Brasil, e não vamos parar mais.

Ler tudo sobre a área é fundamental. O “Envia Lá” já está se desdobrando também para um novo projeto, um “Netflix de Filmes Independentes” e já temos outros projetos enfileirados!

Dê algumas dicas de como se tornar um empreendedor digital e alguns erros comuns que devemos evitar.

Bom, há um mantra que vale ser repetido: ouça seus clientes. Extremamente importante para que você não acabe criando um “produto perfeito” e que ninguém quer comprar. O ciclo de desenvolvimento sugerido por Eric Ries em “Start-up Enxuta” é: Construir – Aprender – Medir.

Colha o maior número de informações possíveis, esteja sempre em contato próximo com seu público para saber se o que você está desenvolvendo resolve de fato problemas reais.

Acredito que para empreender você não precisa de “estudos formais”. Proatividade, vontade de seguir em frente, de mudar o mundo e de arriscar são características essenciais pra qualquer empreendedor.

Além do pessoal do Envia Lá, conversamos também com a equipe do Chegue Lá, um site que ajuda as pessoas na hora de realizar e planejar suas viagens de ônibus.

São eles: Felipe Arenales – Desenvolvedor– Engenheiro de Computação (USP). Trabalhou na Daitan Group como Engenheiro de Software em projetos de Web Services para Telecomunicações. Gabriel Resende – Desenvolvedor/Designer – Engenheiro de Computação (USP) – estagiou na área de TI na Siemens. Atualmente é mestrando em Engenharia Aeronáutica (ITA) e Engenheiro de Desenvolvimento de Produto na Embraer. Ricardo Pinto – Jurídico e Financeiro – Engenheiro Mecatrônico (USP), trabalhou no desenvolvimento de novos produtos no Banco Pérola e com finanças na Colômbia e na organização AIESEC em São Carlos. Vinícius Picanço – Inteligência de Mercado – Engenheiro de Produção (UFSCar) e mestrando em Engenharia de Produção pela mesma universidade, está se especializando em logística (MIT-EUA) e estagiou em Estratégia de TI na Accenture. Vitor Braga – Marketing – Engenheiro de Produção (UFSCar) – trabalhou com marketing na India e também na AIESEC em São Carlos.

Vitor, conte-nos como foi para você se tornar um empreendedor digital e seus primeiros passos nos seus primeiros projetos. O que foi preciso ser feito para tornar ele possível?

No segundo semestre de 2011, após voltar de um intercâmbio na Índia e com mais um ano e meio de faculdade para terminar, tive uma discussão com um dos meus sócios (Vinícius) no qual chegamos à conclusão que, por vários motivos, empreender durante a faculdade seria uma opção com muitas vantagens em cima da tradicional “ir para o mercado juntar dinheiro e experiência para depois empreender”. Como o empreendedorismo digital é algo que não demanda muito investimento inicial, optamos por empreender com tecnologia. Assim, juntamente com mais um amigo (Ricardo), iniciamos um projeto chamado “PlatSo”, uma plataforma para conectar empresas, pessoas e ONGs a fim de fomentar os projetos socioambientais. Por não ter conhecimento técnico em desenvolvimento web, terceirizamos esse trabalho, o que fez ser possível colocar no ar um MVP [Minimum Viable Product, ou Mínimo Produto Viável, um projeto que contempla somente as funcionalidades mínimas para que um produto seja lançado] para testarmos nossas hipóteses. Este projeto acabou não vingando e nos juntamos a mais dois amigos (Felipe e Gabriel, ambos engenheiros de computação), para complementar o time do “Chegue.Lá” e focar neste novo projeto.

O que você conseguiu melhorar após o primeiro? Pensa em novos projetos?

A PlatSo foi nosso estágio em empreendedorismo, por assim dizer. Aprendemos muito com nossos erros, e levamos esse aprendizado para o Chegue.Lá para não repetirmos novamente. Sempre achei meio clichê a questão de que “falhar é bom”, e agora vejo como a falha foi importante para que o Chegue.Lá pudesse trilhar um caminho de maior sucesso que a PlatSo. O Chegue.Lá acaba de ser selecionado para integrar à Wayra – aceleradora de negócios do Grupo Telefonica – no Startup Brasil, além de contarmos com aporte de outro fundo de investimentos (F2 Investimentos). Quando juntamos os dois times a ideia era poder criar diversos projetos, mas hoje nosso foco é total no Chegue.Lá e não pensamos em novos projetos. Atualmente nossos esforços estão voltados em fazer o Chegue.Lá dar certo.

Dê algumas dicas de como se tornar um empreendedor digital e alguns erros comuns que devemos evitar.

A maior dica que posso dar é: Sempre buscar aprender e melhorar, conhecer novos conceitos, aprender com pessoas que têm experiência maior que você. Nada está bom o suficiente que não possa ser melhorado, e isso é válido não apenas para nossos projetos, mas também para nosso conhecimento sobre qualquer assunto. Sobre os erros, posso compartilhar um erro que tivemos na PlatSo, que foi achar que conseguiríamos tocar uma empresa de tecnologia sem ter uma pessoa responsável pela tecnologia no time. Nosso desenvolvimento de produto ficou muito devagar e não conseguimos validar novas hipóteses que levantávamos enquanto conhecíamos melhor o mercado.

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Quer mais um pouco de informações e dicas? Assistam aqui ao Marcelo Salim, do Centro de Empreendedorismo do Ibmec, falando sobre inovação e Business Model Generation:

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