Uma pesquisa realizada pela MBI Mayer&Bunge Informática, sob encomenda da Uniconsult Sistemas, com pequenas e médias empresas, em 2011, revela o que esse segmento considera necessário para ter boa atuação no e-commerce, em relação à plataforma de negócios e serviços. A abordagem foi realizada por meio de um questionário aplicado por telefone com dois grupos distintos, sendo o primeiro formado por empresas do setor de comércio varejista, e o segundo, indústrias de transformação. Todas as companhias entrevistadas estão localizadas no Brasil e possuem pelo menos 100 funcionários.

No total, 262 empresas responderam a pesquisa: 132 indústrias e 130 comerciais. A margem de erro da pesquisa é de 7%.

Uma das informações utilizadas para caracterizar o perfil das empresas foi o faturamento. Cerca de 40% delas têm faturamento acima de R$ 100 milhões anuais e 6,5% apresentam resultados entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões. Os menores faturamentos registrados estão entre R$ 36 mil a R$ 150 mil por ano (0,8%). Uma parcela de R$ 32,1% das empresas entrevistadas preferiu não revelar o faturamento.

“Os varejistas têm maior concentração nas faixas mais baixas de faturamento, quando os comparamos com as empresas industriais, o que decorreu, em parte, porque não estabelecemos um limite superior de tamanho para as indústrias, em número de funcionários. Isto foi intencional, pois acreditávamos que grandes varejistas já operam com comércio eletrônico, o que não ocorre com grande parte da indústria, mesmo grandes”, comenta Norberto Torres, sócio diretor da Uniconsult Sistemas.

Outra dimensão analisada foi o canal de vendas. Grande parte, 44,3% opera somente com loja física, sendo a proporção maior relativa às empresas de comércio.

Quando questionadas com relação às expectativas de crescimento de venda pelo varejo virtual ao longo de 2012, apenas 3,1% espera crescer de 50 a 100%. A maioria (7,3%) aposta em um aumento de 5 a 20%.

Principais funcionalidades desejadas

Entre as funcionalidades para a loja virtual mais desejadas, o controle de estoque incluindo gerenciamento de vendas sobre estoque disponível, aparece como principal tanto para a indústria, como para o comércio. A preocupação com controle logístico detalhado, para evitar enganos no empacotamento dos volumes está mais presente no comércio do que na indústria.

Com relação a finanças, comércio e indústria são unanimes em apontar o gerenciamento do fluxo de caixa como prioridade. O controle das tabelas de preços dos fornecedores aparece em segundo lugar para as indústrias. Já para o comércio, a apuração com impostos a pagar divide espaço com o controle das tabelas de preços, como segundo item mais importante.

Em referência à logística, o acompanhamento detalhado, incluindo o rastreamento da entrega pelas transportadoras figura em primeiro lugar, seguido do item controle de ocorrência com as transportadoras. O comércio demonstra maior preocupação com o controle da pontualidade da entrega, do que a indústria:

Em relação à entrega, possuir uma funcionalidade que permita o controle de agendamento com dia e horários específicos chega a quase 100% como item desejado em ambos segmentos. O processamento de cancelamentos de entrega e o controle de compras devolvidas pelos clientes também foram fortemente pontuados na pesquisa. Já o suporte para vendas em formato de listas (casamento, aniversário, chá de bebê, etc) não são tão relevantes para as empresas.

Terceirização

Para saber o ponto de vista das empresas relativo à aceitação da operação terceirizada, foi feita a seguinte pergunta: “Como você avalia a perspectiva de sua empresa ficar responsável apenas com os aspectos de marketing e comercial (compras e vendas) da loja virtual, terceirizando todas as demais funções incluindo a operação dos estoques e armazéns, as operações logísticas e de transportes, todo o processamento de meios de pagamento e financeiro, bem como todo o tratamento contábil e fiscal?”

Quando questionadas sobre a operação do comércio eletrônico por meio de SaaS (software como serviço), a maioria das empresas não aceitaria usar o sistema pela internet, preferindo a instalação na própria companhia:

“Uma ampla gama de novas tecnologias orientadas a serviços, processos e aplicações móveis deve substituir as plataformas tecnológicas atuais. Ao lado das grandes oportunidades que esse novo cenário apresenta para os prestadores de serviços, há grandes desafios, especialmente quanto à segurança, desempenho, disponibilidade e integração”, afirma Torres. “Mas, a facilidade de implantação, o baixo custo e a inexistência de investimentos em hardware e software são grandes atrativos para as empresas de varejo virtual adotarem aplicações oferecidas nesse novo modelo”, conclui.

Por: E-commerce News

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