A utilização das redes sociais nas empresas é uma discussão que eventualmente ainda circula entre os departamentos de recursos humanos e TI. Se as pessoas hoje utilizam a internet de forma tão natural, isso também não deveria acontecer no ambiente de trabalho? A restrição de acesso às redes sociais talvez não seja a melhor resposta.

Depositphotos.com/ra2studio Restringir o acesso às redes sociais não é a melhor resposta para todas as empresas.

É claro que existem as empresas que lidam com informações de caráter sigiloso e têm sempre a necessidade de utilizar protocolos de segurança para impedir o vazamento destes dados. Mas essa situação provavelmente não corresponde à realidade da maioria delas. O principal argumento das companhias que preferem limitar o acesso de seus integrantes às redes sociais está relacionado à perda de produtividade. Muitas delas enxergam essas redes como uma ameaça à concentração e à eficiência.

O argumento é bastante questionável, principalmente quando estamos nos referindo às atividades profissionais cognitivas e que em muitas ocasiões exigem uma pausa. Restringir o acesso pode ser visto ainda como uma medida um pouco antipática.

Limitar o acesso às redes sociais traz poucos resultados práticos, já que hoje as pessoas podem acessar as redes a qualquer momento por meio de seus tablets e smartphones. É provável que o tempo utilizado para navegar nas redes sociais acabaria sendo usado na navegação em outros sites. Para muitas pessoas, estas redes substituem os momentos de descontração com a equipe ou até mesmo a hora do cafezinho.

As empresas podem tirar proveito dos conceitos da Web 2.0 para criar um ambiente de trabalho mais aberto e menos convencional. Um exemplo disso é o desenvolvimento de redes sociais exclusivamente voltadas ao mercado corporativo. Soluções como as antigas intranets estão ficando cada vez mais com a cara das redes sociais e integrando novas funcionalidades.

As redes sociais são ferramentas de comunicação baseadas em aspectos interativos e de engajamento, atributos essenciais ao ambiente corporativo porque têm a capacidade de encorajar as pessoas a se comunicar. Proporcionam novas formas de aprendizado e estimulam a troca de experiência, o que possibilita a integração de unidades regionais e a diminuição do rigor hierárquico existente em algumas empresas.

É certo que nem todas as empresas têm condições de estruturar tal ferramenta, mas isso não significa que elas não possam adotar algumas medidas em direção a uma gestão mais colaborativa. É importante não esquecer que mesmo todo esse arsenal tecnológico não substitui o convívio social e a comunicação face a face.

Entre vantagens e desvantagens relacionadas à liberalização ou à restrição das redes sociais nas empresas, o mais certo a ser feito é colocar o tema em discussão com os integrantes da organização. A liberalização também pode vir por meio de contrapartidas.

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