{"id":12622,"date":"2014-09-24T14:56:02","date_gmt":"2014-09-24T17:56:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.internetinnovation.com.br\/?p=12622"},"modified":"2014-09-24T14:56:02","modified_gmt":"2014-09-24T17:56:02","slug":"marketing-digital-e-economia-criativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.internetinnovation.com.br\/blog\/marketing-digital-e-economia-criativa\/","title":{"rendered":"Marketing digital e a economia criativa"},"content":{"rendered":"<p>Uma certeza da nossa era \u00e9 a constante e vertiginosa mudan\u00e7a. Uma das vertentes que mais sentem os efeitos da transitoriedade \u00e9 a forma como fazemos e consumimos cultura.<br \/>\nNo s\u00e9culo XX, a produ\u00e7\u00e3o cultural estava sujeita \u00e0 Ind\u00fastria Cultural. Nesta, os produtos culturais eram adaptados ao consumo das massas, produzidos e distribu\u00eddos com o prop\u00f3sito de obter lucro e tinha participa\u00e7\u00e3o limitada do consumidor. A m\u00eddia tradicional era fundamental, sendo o \u00fanico ambiente poss\u00edvel para se praticar o marketing cultural.<br \/>\nDesta forma, a cultura era apropriada por grandes intermedi\u00e1rios. Quem detinha o poder sobre os meios de comunica\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o cultural, como gravadoras, editoras ou est\u00fadios cinematogr\u00e1ficos, determinava o que seria acess\u00edvel ao p\u00fablico.<br \/>\nSurgidos no Reino Unido no final da d\u00e9cada de 1990, o conceito e o mapeamento das Ind\u00fastrias Criativas foram sendo aperfei\u00e7oados at\u00e9 que em 2008 a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Com\u00e9rcio e Desenvolvimento da ONU publicou o primeiro estudo internacional sobre o tema.<br \/>\nAl\u00e9m da cultura, os atores da Ind\u00fastria Criativa possuem um vasto potencial de gera\u00e7\u00e3o de empregos e riqueza, agrupando atividades econ\u00f4micas cujo principal insumo produtivo \u00e9 a criatividade. Ao lado das empresas criativas, s\u00e3o inclu\u00eddas as que se relacionam com elas.<br \/>\nEm seu N\u00facleo Criativo figuram Artes C\u00eanicas; Artes; M\u00fasica; Filme &amp; V\u00eddeo; TV &amp; R\u00e1dio; Mercado Editorial; Software; Comunica\u00e7\u00e3o e Telecom; Pesquisa e Desenvolvimento; Biotecnologia; Arquitetura &amp; Engenharia; Design; Moda; Express\u00f5es Culturais; Publicidade, al\u00e9m de Atividades Relacionadas e Apoio.<br \/>\nEm 2011, 243 mil empresas formavam o n\u00facleo desse mercado produtor. Estima-se que esse setor gere um PIB equivalente a R$ 110 bi, ou seja, 2,7% de tudo o que \u00e9 produzido no Brasil. (FIRJAN, 2012)<br \/>\nGra\u00e7as \u00e0s novas tecnologias, houve s\u00e9rias mudan\u00e7as na forma de produzir e distribuir cultura. Temos acompanhado os golpes sofridos pela ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, editorial, o r\u00e1dio e at\u00e9 a televis\u00e3o. Houve um deslocamento na forma de remunera\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias.<br \/>\nPara come\u00e7ar, o consumidor assumiu uma postura ativa. Somos todos agentes da cultura. Nesse processo, a comunica\u00e7\u00e3o tornou-se uma via de m\u00e3o dupla. \u00c9 vital n\u00e3o apenas prover conte\u00fado cultural, mas interagir; n\u00e3o apenas emitir, mas receber. N\u00e3o h\u00e1 mais intermedi\u00e1rios que for\u00e7am todos a assistir \u00e0 mesma coisa. A produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica tem menos import\u00e2ncia. Temos livro sem papel, m\u00fasica sem vinil ou CD, imagem sem pel\u00edcula.<br \/>\nH\u00e1 ainda a democratiza\u00e7\u00e3o de acesso aos meios de produ\u00e7\u00e3o cultural, a infinita capacidade de armazenamento em bits, o fim dos gargalos de distribui\u00e7\u00e3o e facilidade de pesquisa para ach\u00e1-los. A infraestrutura digital permite o contato direto entre consumidor e produtor dos mais diversos bens.<br \/>\nEntretanto, surge um complicador. H\u00e1 muita coisa sendo produzida e isso gera ru\u00eddo. A cultura digital exige qualidade, escolha, op\u00e7\u00e3o. Mais que nunca \u00e9 preciso concentrar a aten\u00e7\u00e3o. Priorizar.<br \/>\nConsegue destaque para atingir seu objetivo nesse novo mundo cultural quem oferece relev\u00e2ncia e promo\u00e7\u00e3o pertinente ao seu p\u00fablico alvo. Falamos agora de nichos. N\u00e3o s\u00e3o mais as massas, mas uma audi\u00eancia cada vez mais espec\u00edfica, exigente e saturada de informa\u00e7\u00e3o. Mais do que produzir o que seu p\u00fablico gosta ou achar o p\u00fablico que gosta do que voc\u00ea faz, \u00e9 preciso saber entregar com efici\u00eancia. Mas, antes, \u00e9 necess\u00e1rio fazer o consumidor do bem cultural produzido saber que voc\u00ea existe e onde voc\u00ea est\u00e1.<br \/>\nA presen\u00e7a no mundo digital torna-se a cada dia mais complexa. Se nos prim\u00f3rdios da Internet bastava criar um site e\/ou blog amador, hoje j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais satisfat\u00f3ria uma participa\u00e7\u00e3o desleixada e ca\u00f3tica e \u00e9 preciso considerar as redes sociais. Quem gosta de receber e-mails apenas quando algu\u00e9m quer lhe vender alguma coisa? Para al\u00e9m do contato, relacionamento; para al\u00e9m do carisma, m\u00e9todo.<br \/>\nNa hora do salto do trabalho amador para o profissional \u00e9 poss\u00edvel se safar com o sistema fa\u00e7a voc\u00ea mesmo para divulgar o que foi produzido? Talvez. Mas o mais prov\u00e1vel \u00e9 que em algum momento algu\u00e9m se pergunte por que certo produto cultural n\u00e3o teve a aten\u00e7\u00e3o merecida.<br \/>\nFelizmente, h\u00e1 profissionais treinados para fazer promo\u00e7\u00e3o adequada e sem consumir o tempo de quem precisa se preocupar com os aspectos culturais da produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 a parte expandida da Economia Criativa. S\u00e3o as boas ag\u00eancias de marketing digital, onde constantemente se pesquisa e pratica o que est\u00e1 funcionando num quadro em permanente muta\u00e7\u00e3o. S\u00f3 assim, adaptadas \u00e0 nova realidade do mercado, podem atender a clientes de diversos portes.<br \/>\nEm troca de um investimento sob medida para qualquer bolso, \u00e9 poss\u00edvel mover-se longe dos grilh\u00f5es das majors e do mainstream e ainda evitar a frustra\u00e7\u00e3o de ficar batendo cabe\u00e7a pelos labirintos mercadol\u00f3gicos da Internet.<br \/>\nEnt\u00e3o, finalmente, criamos a via asfaltada entre aquele que produz com relev\u00e2ncia e quem se identifica verdadeiramente com o que foi produzido.<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/www.administradores.com.br\/artigos\/marketing\/marketing-digital-e-a-economia-criativa\/81116\/\">Administradores.com \/ Por Carla Cintia.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma certeza da nossa era \u00e9 a constante e vertiginosa mudan\u00e7a. Uma das vertentes que mais sentem os efeitos da transitoriedade \u00e9 a forma como fazemos e consumimos cultura. 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