Há algumas décadas atrás, imaginar um telefone portátil com 8mm de espessura e 112 gramas capaz de fotografar, filmar e receber sinais de rádio e TV, por exemplo, era tarefa para os mais visionários da época.

Depositphotos.com/peshkova O termo internet das coisas se refere à tecnologia capaz de conectar objetos do nosso dia a dia à web.

Hoje em dia, sabemos das tecnologias que nos cerca e não nos surpreendemos com alguma novidade que não seja realmente revolucionária.

Então, sendo assim, o que podemos esperar dos nossos aparelhos portáteis, eletrônicos e eletrodomésticos para o futuro?

A chamada internet das coisas é um conjunto de novas tecnologias que prometem estar totalmente inseridas no nosso dia a dia. Ela dá a esses objetos comuns do nosso cotidiano a possibilidade de se conectarem a internet, o que os torna capazes de realizar tarefas que antes só víamos nos filmes.

Essas tarefas se caracterizam pela interação entre os equipamentos e as pessoas, com o objetivo principal de facilitar as suas rotinas. Um exemplo disso é a chamada casa do futuro, onde o dono pode controlar diversas funcionalidades da casa, como por exemplo as luzes, cortinas, ar condicionado, etc., antes mesmo de chegar em casa.

Nos aparelhos da cozinha, por exemplo, será possível consultar informações nutricionais sobre os alimentos que prepara e realizar a sua compra do supermercado a partir da lista de compras preparada pela sua geladeira, que irá informar os itens faltantes naquele momento.

A internet das coisas é uma evolução tecnológica que representa um futuro não tão distante e pode também ser aplicada em carros e, inclusive, no transporte público. Porém, nem tudo o que envolve a internet das coisas poderá ser bem aceito por todas as pessoas.

Isso porque, fazendo uso de objetos conectados a rede, tanto dentro de casa, quando no escritório ou na rua, exige que os seus dados fiquem registrados de alguma forma.

O envio e recebimento de informações destes aparelhos, bem como o seu histórico de uso, deverão passar por uma análise crítica para não colocar em risco o direito de todas as pessoas à privacidade e segurança de seus dados pessoais.

Essa evolução também dará início a uma grande demanda por softwares que sejam aplicáveis aos aparelhos inteligentes. Isso irá movimentar o mercado de TI e de desenvolvedores de sistemas, que também serão responsabilizados caso algum utilitário não opere da forma esperada ou, ainda, com relação à confidencialidade dos dados armazenados, como já mencionado.

A aplicabilidade do conceito de internet das coisas também irá exigir um desenvolvimento considerável da rede de internet em países como o Brasil, que precisa investir em infraestrutura para possibilitar o acesso à banda larga de qualidade em todas as suas cidades, por um preço acessível.

Segundo especialistas, para que essas tecnologias se tornem uma realidade unificada por todo o mundo, é preciso reduzir os custos de operação para que as empresas passem a investir nessas plataformas, tanto de eletrônicos quanto de softwares.

Um exemplo dessa tecnologia aplicada aos dias de hoje é a parceria feita entre a Apple e a Nike, que desenvolveram tênis de corrida com chip. O chip é responsável por medir a frequencia das passadas em um treino de corrida, calculando a velocidade e o tempo da atividade.

Então, esses dados são enviados para uma pulseira especial com saída USB, para que suas informações possam ser baixadas em um computador.

A pulseira também pode ser substituída por um iPod nano, iTouch ou iPhone. O tênis com essa tecnologia funciona como um treinador eletrônico, que ajudará o atleta em seu desenvolvimento, seja ele um corredor profissional ou não.

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