Comércio eletrônico ou e-commerce é um conceito aplicável a qualquer tipo de
negócio ou transação comercial pela Internet, que ocorre através da troca de informação,
utilizando protocolos de comunicação eletrônica, dependendo, portanto da tecnologia
para existir.

O Ciclo de compra pela internet é complexo envolvendo múltiplos processos
integrados que resumidamente, se iniciam pela estratégia de marketing, oferta e recepção
dos pedidos, a análise de risco de fraude, e o pagamento, que dentre outros detalhes
logísticos, culminam com a entrega do produto ou serviço ao consumidor.
Apesar do ambiente altamente automatizado o comercio eletrônico, mais do que
qualquer canal de vendas está sujeito às oscilações das reações humanas, uma vez que
por traz de um pedido há uma pessoa, com suas subjetivas expectativas.
Cada vez mais plugado o consumidor tende a ir às compras mais informado e com
maior avidez, preparado para comprar virtualmente sem receio e com níveis cada vez
maiores de exigência por preços e entrega rápida do produto ou serviço. Integrado às
redes sociais não há falta de informação, ao contrário, pode estar influenciado pela
opinião pública, passando a compor legiões de adoradores ou reprovadores. Cabe aos
empreendedores online promover acima de tudo experiências positivas para seu público
alvo.

Considerando esse foco, o desafio das operações do varejo online está em buscar
recursos tecnológicos e humanos a fim de manter a qualidade de todos esses processos a
baixos custos, inclusive, como premissas para sobrevivência e lucratividade competitiva.
Recém formados, Gerentes de e-commerce sentem como resultado de suas
habilidades o crescimento de seu negócio, e em pouco tempo também percebem que áreas
específicas merecem cuidado e ação pontuais.

Há algumas manobras que podem ajudá-lo:

– Contratar fornecedores terceirizando processos que podem ser cruciais
(correndo o risco de impactar transações e criar novos gargalos);
– Assumir mais uma das suas múltiplas funções ou
– Contratar novos colaboradores.

Conforme o Guia de Profissões e Salários da Catho (CATHO.COM.BR, 2014),
há poucas denominações de cargos para o e-commerce, o que sugere certa distorção na
definição de funções e salários, em razão da falta de profissionais experientes, o que
dificulta a colocação de expertise em áreas vitais e exclusivas. Não se vê dentre estes
cargos definição para Meios de Pagamento, Conciliação e Gestão de Risco de fraude,
áreas vitais para a lucratividade da loja online, que exigem especialização, conhecimento
técnico, aptidões financeiras, detalhamento e complexidade, e gosto pela investigação de
fatores críticos. Previstos e corretamente tratados, estes desafios levam a soluções com
alto desempenho, controles gerenciais, redução de perdas e lucratividade das operações
comerciais.

Cabe, portanto, a colocação bem vinda de cursos particularizados em
determinadas áreas, que ofereçam ao empreendedor a peculiaridade necessária para a
condução de destes processos, parâmetros de qualidade para lidar com fornecedores, e
ainda, oportunidades aqueles que desejam se diferenciar num mercado que se abre cada
vez mais à especialização.

Fico feliz em colaborar mais uma vez com a Internet Innovation, juntamente com
Patrícia Quadros e André Santana, neste projeto que se inicia em 09 de março de 2015,
com o curso de Meios de Pagamento, Conciliação e Gestão de Risco de Fraude

**Texto retirado, parcialmente, do TCC de autoria de Arlene Affonso, FATORES QUE CORROBORAM PARA A QUALIFICAÇÃO DO PROFISSIONAL DO E-COMMERCE, MBA Gestão de Negócios, Universidade Anhembi Morumbi 2014.

Internet Innovation

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