Uma certeza da nossa era é a constante e vertiginosa mudança. Uma das vertentes que mais sentem os efeitos da transitoriedade é a forma como fazemos e consumimos cultura.

No século XX, a produção cultural estava sujeita à Indústria Cultural. Nesta, os produtos culturais eram adaptados ao consumo das massas, produzidos e distribuídos com o propósito de obter lucro e tinha participação limitada do consumidor. A mídia tradicional era fundamental, sendo o único ambiente possível para se praticar o marketing cultural.

Desta forma, a cultura era apropriada por grandes intermediários. Quem detinha o poder sobre os meios de comunicação e a produção cultural, como gravadoras, editoras ou estúdios cinematográficos, determinava o que seria acessível ao público.
Surgidos no Reino Unido no final da década de 1990, o conceito e o mapeamento das Indústrias Criativas foram sendo aperfeiçoados até que em 2008 a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento da ONU publicou o primeiro estudo internacional sobre o tema.

Além da cultura, os atores da Indústria Criativa possuem um vasto potencial de geração de empregos e riqueza, agrupando atividades econômicas cujo principal insumo produtivo é a criatividade. Ao lado das empresas criativas, são incluídas as que se relacionam com elas.

Em seu Núcleo Criativo figuram Artes Cênicas; Artes; Música; Filme & Vídeo; TV & Rádio; Mercado Editorial; Software; Comunicação e Telecom; Pesquisa e Desenvolvimento; Biotecnologia; Arquitetura & Engenharia; Design; Moda; Expressões Culturais; Publicidade, além de Atividades Relacionadas e Apoio.

Em 2011, 243 mil empresas formavam o núcleo desse mercado produtor. Estima-se que esse setor gere um PIB equivalente a R$ 110 bi, ou seja, 2,7% de tudo o que é produzido no Brasil. (FIRJAN, 2012)

Graças às novas tecnologias, houve sérias mudanças na forma de produzir e distribuir cultura. Temos acompanhado os golpes sofridos pela indústria fonográfica, editorial, o rádio e até a televisão. Houve um deslocamento na forma de remuneração e adaptações são necessárias.

Para começar, o consumidor assumiu uma postura ativa. Somos todos agentes da cultura. Nesse processo, a comunicação tornou-se uma via de mão dupla. É vital não apenas prover conteúdo cultural, mas interagir; não apenas emitir, mas receber. Não há mais intermediários que forçam todos a assistir à mesma coisa. A produção física tem menos importância. Temos livro sem papel, música sem vinil ou CD, imagem sem película.

Há ainda a democratização de acesso aos meios de produção cultural, a infinita capacidade de armazenamento em bits, o fim dos gargalos de distribuição e facilidade de pesquisa para achá-los. A infraestrutura digital permite o contato direto entre consumidor e produtor dos mais diversos bens.

Entretanto, surge um complicador. Há muita coisa sendo produzida e isso gera ruído. A cultura digital exige qualidade, escolha, opção. Mais que nunca é preciso concentrar a atenção. Priorizar.

Consegue destaque para atingir seu objetivo nesse novo mundo cultural quem oferece relevância e promoção pertinente ao seu público alvo. Falamos agora de nichos. Não são mais as massas, mas uma audiência cada vez mais específica, exigente e saturada de informação. Mais do que produzir o que seu público gosta ou achar o público que gosta do que você faz, é preciso saber entregar com eficiência. Mas, antes, é necessário fazer o consumidor do bem cultural produzido saber que você existe e onde você está.

A presença no mundo digital torna-se a cada dia mais complexa. Se nos primórdios da Internet bastava criar um site e/ou blog amador, hoje já não é mais satisfatória uma participação desleixada e caótica e é preciso considerar as redes sociais. Quem gosta de receber e-mails apenas quando alguém quer lhe vender alguma coisa? Para além do contato, relacionamento; para além do carisma, método.

Na hora do salto do trabalho amador para o profissional é possível se safar com o sistema faça você mesmo para divulgar o que foi produzido? Talvez. Mas o mais provável é que em algum momento alguém se pergunte por que certo produto cultural não teve a atenção merecida.

Felizmente, há profissionais treinados para fazer promoção adequada e sem consumir o tempo de quem precisa se preocupar com os aspectos culturais da produção. É a parte expandida da Economia Criativa. São as boas agências de marketing digital, onde constantemente se pesquisa e pratica o que está funcionando num quadro em permanente mutação. Só assim, adaptadas à nova realidade do mercado, podem atender a clientes de diversos portes.

Em troca de um investimento sob medida para qualquer bolso, é possível mover-se longe dos grilhões das majors e do mainstream e ainda evitar a frustração de ficar batendo cabeça pelos labirintos mercadológicos da Internet.

Então, finalmente, criamos a via asfaltada entre aquele que produz com relevância e quem se identifica verdadeiramente com o que foi produzido.

Fonte: Administradores.com / Por Carla Cintia.

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