Vivemos em uma era em que a comunicação é a principal forma de conseguirmos bons resultados para todos os tipos de negócio. Para otimizar cada vez mais este contato, o mercado de telecomunicações vem expandindo e integrando diversos sistemas que auxiliam seus agentes a desenvolverem o seu trabalho com mais facilidade e através de ferramentas que garantem o sucesso das ligações. A comunicação através de múltiplos canais já foi bem explorada. Neste artigo, quero falar de um recurso promissor, talvez já bem conhecido, mas não muito utilizado pelo setor: o Marketing de Permissão.

Pesquisas apontam que 35% das companhias usam o e-mail marketing como sua principal ferramenta de divulgação direta dos seus serviços e produtos e que para 28% delas esse é o método com melhor desempenho e com maior facilidade de mensuração, de acordo com dados da Direct Partners. Imagina como seria se todos os e-mails que a sua empresa envia fossem recebidos pelos seus clientes sem ir para a lixeira ou spam? Será que isso aumentaria o seu lucro?

O Marketing de Permissão, como o próprio nome diz, é uma ferramenta que permite que o atendente da central de relacionamento entre em contato apenas com os consumidores que autorizam o contato. A pesquisa da Direct Partners mostrou ainda que as empresas que utilizam o sistema obtiveram resultados positivos e tem sido responsável por boa parte do faturamento das companhias. Claro! Precisamos nos comunicar com os nossos clientes, mas, que tal pedir permissão?

No Brasil, o Senado Federal apresentou um projeto que estipula a multa de R$ 30 mil para os contact centers que entrarem em contato com consumidores que fazem parte da lista dos clientes que não querem receber ligações de televendas e de R$ 100 mil em caso de venda de banco de dados. Outros projetos de Leis para o telemarketing do Brasil já circulam. Um deles proíbe as ligações aos domingos e demanda que os funcionários da área trabalhem no máximo seis horas por dia, totalizando 36 horas semanais com intervalos de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho.

Você pode me questionar: quais são as vantagens desta ferramenta, se eu só posso contatar consumidores que autorizam essa comunicação? Primeiramente, é uma forma de demonstrar seriedade e respeito com o seu cliente. Outra vantagem é que sua mensagem é levada apenas a consumidores que possam se interessar pelo seu produto. Com e-mails e telefonemas mais direcionados, a garantia do retorno é muito maior e a imagem da empresa não fica com fama de “chata” ou “desnecessária”.

Mas, vamos lá! A empresa precisa ter o cuidado de passar apenas mensagens interessantes e com uma frequência adequada. Não adianta, por exemplo, orientar o agente do seu contact center a ligar três vezes em um dia para o mesmo cliente oferecendo produtos diferenciados. Como assim, se são produtos diferentes, por que eu não posso entrar em contato? Você gostaria de ser interrompido várias vezes em um mesmo dia por televendas? Sem dúvida, não. Vamos ser conscientes, fora o seu contact center existem outros milhões, que podem já ter contatado aquele mesmo consumidor naquele dia. É preciso muito bom senso.

Se quisermos avançar em nosso setor, temos que adaptá-lo as tendências que garantem um retorno positivo para o negócio. Com tanta burocracia, a lista de contatos das empresas pode reduzir, mas não podemos olhar apenas para este lado. Nada melhor que oferecer produtos para menos pessoas, mas que se interessam pelas suas ofertas. Não se esqueçam, vamos sempre pedir a permissão!

Fonte: Jornal do Brasil/ Por Carlos Carlucci*

*Carlos Carlucci, country manager da Vocalcom Brasil – empresa especializada em soluções para contact center

 

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One thought on “Contact center: Que tal pedir permissão?

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